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Laserterapia veterinária: como a luz ajuda na recuperação do seu pet

Por OceanVet · Bertioga, litoral norte de SP

Veterinária aplicando laserterapia na articulação de um cão calmo em consultório

Cão idoso que anda devagar por causa da artrose, pet que acabou de sair de uma cirurgia, aquela dor articular que incomoda mais no dia frio: são os cenários em que a laserterapia costuma entrar como apoio. E não, não é o laser que corta — é o oposto. Aqui no litoral, onde calor e umidade deixam qualquer recuperação mais arrastada, ela virou uma ferramenta a mais no controle de dor e inflamação.

O que é (e o que não é)

Laserterapia veterinária, ou fotobiomodulação, é luz — vermelha e infravermelha, de baixa potência — aplicada sobre a pele. Não corta, não queima, não dói. O pet sente no máximo um calorzinho de leve. A maioria fica parada, algumas relaxam. Uma sessão dura de 5 a 20 minutos, dependendo da área. Nada de anestesia, nada de tosa, nada de contenção pesada.

Como a luz vira tratamento

Parece mágica, mas tem bioquímica no meio. A luz é absorvida por uma estrutura dentro da mitocôndria (a citocromo c oxidase), a "usina de energia" da célula. Isso aumenta a produção de ATP, que é o combustível celular. Na prática: a inflamação diminui, a dor cede e o tecido se repara mais rápido. É por isso que o laser aparece tanto em recuperação — ele acelera um processo que o corpo já sabe fazer, só que com mais gás.

Quando indicamos

O que a evidência mostra (sem exagero)

Laserterapia não é milagre, e a gente não vende como tal. É uma ferramenta adjuvante com respaldo — mas o respaldo não é igual pra tudo. O sinal mais consistente na literatura é no controle de dor: a AAHA lista a fotobiomodulação entre os recursos não-farmacológicos para dor crônica em cães e gatos (diretrizes de 2022), e a WALT publica protocolos de dose por condição. Para cicatrização pura, a evidência é mais dividida — por isso a gente usa o laser como coadjuvante, dentro de um plano, e nunca como promessa de "cura mais rápida".

Referências: WALT · AAHA Pain Management Guidelines 2022.

Como é o tratamento na prática

Raramente é uma sessão só. O comum é uma sequência — mais frequente no início (algumas vezes por semana) e espaçando conforme a resposta aparece. Como não dói e não estressa, o pet costuma tolerar bem, o que já ajuda: metade do sucesso de qualquer tratamento é o animal colaborar. E como é uma das terapias integrativas da OceanVet, ela quase nunca anda sozinha — entra combinada com o cuidado convencional daquele caso.

Como funciona na OceanVet

A Dra. Bianca Boton (CRMV-SP 49181) avalia se o laser faz sentido pro problema do seu pet, define quantas sessões fazem sentido e reavalia no caminho. Sem pacote fechado empurrado logo de cara. Se a luz for ajudar, entra no plano; se não for o melhor recurso pra aquele caso, a gente indica outro.

Pós-operatório, ferida que não fecha ou dor articular? Agende uma avaliação com a OceanVet.

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Imagem ilustrativa gerada por IA
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